“Esclarecimentos” e resposta aberta a um membro do PPS

Na caixa de comentários do post intitulado “Os shows pirotécnicos de Alaor Carlos“, o presidente da Comissão de Ética do PPS na época da nossa expulsão do partido, sr. Orlando Batista Junior, conhecido na cidade como “Conquista” respondeu a nós da seguinte forma.

Quero em primeira mão pedir desculpas por possiveis erros, ainda estou me recuperando de um AVC, que afetou minha a fala e a escrita. Bem são poucas as minha palavras mas, depois de ler os textos a cima sou obrigado a dizer algo. Em minha pouca experiencia de vida (47) anos. conheci muitas pessoas boas e ruins, verdadeiras e covardes, honestas e corruptas, ñ sou um exemplo de nenhuma delas e um pouco de todas elas, mas, me admira ver um ex membro do meu partido, dizer que outros ex membros foram expulsos por uma comissão de ética “meia boca”. Caro prof Mauricio, quero lembra-lhe que esta comissão foi pelo senhor também eleita e os membros que foram expulsos, foram expulsos pelo partido e ñ pelo comisão de ética, então pergunto; o senhor esta chamando todo os companheres do PPS, naquela oportunidade de “meia boca”? Acho que os senhores deveriam lavar a boca antes de falar de uma pessoa digna, honesta e competente como é o Prof Alaor Carlos. Relamente a “crise é de carater”.

Orlando Batista Junior, Presidente do Conselho de Ética, na epoca ou seja um “meia boca”

(Para entender melhor, leiam o comentário feito pelo Prof. Maurício Ferreira, também dissidente do PPS).

Este tipo de polêmica não deve ficar escondida na caixa de comentário, e estamos abertos a outras manifestações, desde que com respeito (embora esta não seja tão respeitosa, já que manda a gente lavar a boca ao falar o nome do Alaor) .Pois aqui está a nossa resposta, assinada também por Evandro Souza:

Caro Orlando Batista Júnior, 

 

Lamentamos o ocorrido com você, espero que fique bem. Mas para clarear para todos que estão visitando este blog,  seria interessante você enviar para nós a cópia do nosso processo de expulsão, visto que até onde sabemos, fomos julgados por crime de opinião, e no artigo 2º, inciso II do Código de Ética do PPS diz que “é dever do PPS respeitar a livre manifestação pública de qualquer filiado, sobre quaisquer questões, em deliberação e discussões dentro do âmbito de atuação de cada um, bem como por documentos escritos.” Aliás, esta opinião foi contra Anderson Adauto, sujeito que dispensa apresentações. O mesmo código diz em seu artigo 1º que “São princípios éticos dos filiados ao Partido Popular Socialista: Respeito e cumprimento dos Estatutos; Honestidade; Respeito às leis do país; Conduta social e política compatível com os compromissos partidários.” Naquela época, o PPS nos expulsou para defender Anderson Adauto, e o partido só saiu do seu governo quase um ano depois, quando Anderson já era pressionado para tirar Alaor da Secretaria de Saúde pois vivemos em 2006 o maior surto de dengue da história de Uberaba.

 

Uma comissão de ética “boca inteira” ouve os processados, e dão a eles o direito à defesa. Isso não foi feito. Aliás, nos foi negado inclusive, cópia do processo do qual fomos expulsos, para que pudéssemos recorrer em tempo hábil ao diretório estadual.

 

Quanto a lavar a boca antes de falar o nome de Alaor Carlos, ele primeiro precisaria confirmar que é mais digno, mais honesto e mais competente que nós. Coisa que não julgamos que ele seja, já que uma pessoa que precisa de artifícios autoritários como os que citamos acima, para se manter com um partido na mão, e permite que se alastre uma epidemia quando ele é o responsável pela saúde em minha cidade, não merece de nós o menor respeito.

 

Fomos vitimas das mentiras de Alaor que enganou também toda a sociedade uberabense ao dizer que o partido tinha um projeto de saúde, coisa que ao longo do tempo ele provou que não tinha. Ao sair da Secretaria de Saúde, foi obrigado a confirmar as denuncias já feitas por um Conselheiro, que não pactuou com os atos escusos realizados pelo Prefeito com o aval do próprio Alaor. Usou seu estoque de fogos de artifícios para sair ileso perante a opinião publica. Porém, o povo não esquece da defesa que ele fez de Anderson Adauto em sua prestação de contas na Câmara Municipal,  onde disse que somente ele tinha autonomia na secretaria de saúde. Para depois de um ano, vir a público denunciar as falcatruas realizadas em sua pasta. 

Quando pedimos investigação de escândalos de corrupção pela Câmara Municipal, este senhor nos criticou, e acabou nos expulsando, sem o menor motivo. E agora, volta às páginas dos jornais local, conclamando uma postura ética dos políticos, e que seu partido valoriza os preceitos morais, ele simplesmente mente e chacoteia com nossa inteligência. Não podemos compactuar com esta postura desleal, arrogante e aviltante de manipular um partido em seu próprio beneficio, ao andar nos vales das sombras em suas manobras politiqueiras, enquanto à luz do diz brada ao vento, conduta ética que ele não pratica.

A verdade está divulgada nos jornais do ano de 2005, caso queira confirmá-las. Temos testemunhas, que participaram de nossa expulsão que não eram membros do partido, e presenciaram tudo.  

Quanto a ser exemplo de uma postura ética, podemos afirmar que jamais praticamos atos desonestos, ou usamos de mentiras para enganar outras pessoas. Nunca negociamos em nosso beneficio, ou seja, jamais nos vendemos ou nos venderemos. Não fazemos disso uma bandeira para nos enaltecer. Sabemos que, condutas éticas devem estar entranhadas em todo homem de bem. Não se batem no peito, como os Fariseus, por agir com base em conceitos que só tendem a valorizar e dignificar a raça humana. A honestidade é silenciosa e repousa no cerne de cada um.

Uma resposta para ““Esclarecimentos” e resposta aberta a um membro do PPS”

  1. Prof. Maurício Ferreira Disse:

    Ao nobre artista Conquista, Orlando Júnior, não acho necessário responder uma vez que discutir opiniões formadas é inútil. Mesmo assim, quero usar suas próprias palavras, quais sejam:

    “Em minha pouca experiência de vida (47) anos. conheci muitas pessoas boas e ruins, verdadeiras e covardes, honestas e corruptas, ñ sou um exemplo de nenhuma delas e um pouco de todas elas,…”

    Como o senhor mesmo se define, um homem de pouca experiência e que reconhece ser possuidor de virtudes e de defeitos, entre eles a corrupção, não vejo sentido ficarmos no embate. Saiba que jamais coloquei em dúvida a honra do presidente do PPS de Uberaba, Dr. Alaor Carlos, a minha discordância se refere às diferenças de um comportamento que não se coaduna com o discurso. E disso eu posso falar. Eu estive lá. E no mais, torço para que o senhor se recupere completamente das sequelas do AVC e volte a alegrar as tardes de sábado na TV Universitária.
    Maurício Ferreira

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