Os membros da Contra Corrente se reuniram no dia 21 de Junho para discutir a conjuntura política da cidade de Uberaba, e em decisão unânime, aprovou resolução de apoio ao então pré-candidato à prefeito de Uberaba, Fahim Sawan, por entender que para contrapor o atual governo, ele é a melhor opção para moralizar e modernizar a administração de nossa cidade.
Após a confirmação de sua candidatura, marcamos reunião para o dia 5 de Julho para apresentar a carta de intenção de apoio, onde elencamos algumas medidas não cumpridas neste governo que podem transformar a próxima administração mais democrática e transparente.
Em tempo: é preciso deixar claro que não se trata de propaganda de um agente público em campanha, regulamentada pela resolução do TSE nº 22.178. Aqui trata-se de manifestação espontânea de um grupo a favor de um determinado candidato e suas justificativas.
Segue abaixo o texto na íntegra, e em seguida, a digitalização da carta com a assinatura de membros da Contra Corrente e do candidato a prefeito, Fahim Sawan:
Nós da Contra Corrente, entidade independente e autônoma, comprometidos na defesa do interesse público e o incentivo ao exercício da cidadania, construídos através dos ideais do grupo, na compreensão das características do país e de nossa cidade, quanto aos atos de nossos governantes. Decidimos apoiar o Candidato a Prefeito Fahim Sawan, nos termos de nosso manifesto e crença, que será assinado por ele e os membros desta entidade.
Uberaba possui uma população de quase 300 mil habitantes, e as mudanças políticas, sociais e econômicas que o país atravessou, refletem também por aqui. É preciso acompanhar nossos representantes e fiscalizar a aplicação dos recursos oriundos dos impostos pagos pela população.
Esta fiscalização juntos aos órgãos públicos requer efetiva participação da sociedade. Ainda que reze na Constituição que devemos ter eleições livres, um parlamento e um poder judiciário independentes e as demais garantias constitucionais típicas das democracias representativas, sabemos que as práticas do mundo real nem sempre refletem nas estruturas formais. Devido ao fato de que o atual grupo político que governa a cidade não tenha demonstrado capacidade para reverter este quadro, a Contra Corrente, acredita que o objetivo maior dos cidadãos que querem bem a nossa Uberaba seja dar novos rumos ao governo municipal.
É preciso ficar claro que estamos dando apoio a um projeto para Uberaba, pois, mais do que uma mudança de nomes, nossa cidade precisa de um prefeito que venha trazer um jeito novo de fazer política. Precisamos extirpar da política uberabense as práticas revanchistas, desagregadoras e politiqueiras, comuns nos últimos anos, e apoiarmos uma gestão que aja com inteligência, zelo pelo dinheiro público e sensibilidade para solucionar os problemas da cidade. Só assim vamos realizar o sonho de ver Uberaba crescendo de modo sustentável e oferecendo digna para todos os seus habitantes.
O fato de ser o principal candidato da oposição pesou na decisão dos membros da Contra Corrente em apoiar Fahim Sawan. Acreditamos, porém, que o mais importante é o candidato levar para a população durante a campanha e cumprir em seu mandato proposições que tenham como intuito a moralização e a democratização da política uberabense, tais como o combate ao nepotismo na esfera pública municipal, maior transparência nas licitações, o cumprimento das resoluções dos conselhos municipais, a relação de harmonia e independência com a Câmara Municipal e o Poder Judiciário, a contratação de pessoal não concursado que não seja em cargo de confiança apenas em situações emergenciais e a descentralização das decisões através de audiências públicas e fóruns de discussões nos bairros.
Isto posto, nos colocamos à disposição para a luta por uma cidade mais justa e humana para com seus habitantes. A grande chance de mudar a cidade é agora, e vamos fazer o possível para tornar este sonho, uma realidade, através da eleição de Fahim Sawan à prefeitura de Uberaba.

7 07UTC Julho 07UTC 2008 às 7:34 pm |
Meus honrados colegas,assino em baixo e conheço os valores humanos contidos no íntimo desse grupo (contra corrente). Seguiremos unidos em busca de uma real transformação política e socio ambiental de nossa comunidade.
Um grande abraço!!!
9 09UTC Julho 09UTC 2008 às 8:29 am |
Deputados candidatos não abrem mão de salários
Juliana Cipriani – Estado de Minas
Leonardo Augusto – Estado de Minas
Parlamentares candidatos nas eleições de outubro vão mergulhar na disputa pelas prefeituras sem abrir mão dos salários e benefícios a que têm direito como ocupantes de cadeiras na Câmara Federal ou na Assembléia Legislativa. Na briga pelo comando de Belo Horizonte, apenas o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB) anunciou que vai se licenciar do cargo. A colega do peemedebista na Câmara, Jô Moraes (PCdoB), e o deputado estadual Gustavo Valadares (DEM) disseram que pretendem conciliar o parlamento com a campanha.
Ocupantes de cadeiras na Câmara dos Deputados que, como Quintão, optarem pela licença, vão deixar de receber por mês salário de R$ 16,5 mil, auxílio-moradia de R$ 3 mil, verba indenizatória de, no máximo, R$ 15 mil, repassada para custeio de despesas de gabinete, cota para gastos com correspondência de R$ 4.268, que pode chegar a R$ 5.500 caso o parlamentar seja líder, vice-líder ou presida comissão, e total de R$ 8.792 para despesas com passagens aéreas. O deputado federal deixa de ter também funcionários de gabinete, já que não receberá no período de licença os R$ 60 mil a que tem direito para pagamento de pessoal.
Já os candidatos que exercem mandato na Assembléia Legislativa não terão, também por mês, R$ 12.384,07 como salário e R$ 619,20 por sessão extraordinária que possa vir a ser realizada no período em que estiverem fora. Por outro lado, continuarão recebendo R$ 20 mil a título de verba indenizatória. Também têm direito a teto de R$ 42.996,25 para pagamento de pessoal.
Leonardo Quintão justificou a necessidade da licença afirmando ser difícil conciliar as atividades de deputado federal com a campanha. “Acho que o Congresso não deveria funcionar em época de eleição, mas já que a legislação é essa, se resolve tirando licença”, argumenta. Já a deputada Jô Moraes acredita ser possível desempenhar as duas funções estabelecendo uma agenda que prevê atos de campanha nos finais de semana e nos dias em que não houver votação em Brasília. Na avaliação do deputado estadual Gustavo Valadares, só haveria desvantagem em permanecer no cargo caso fosse deputado federal. “Sou nascido, criado e vivo em Belo Horizonte”, diz.
Indecisão
Entre os deputados estaduais que disputarão eleições no interior do estado, muitos ainda não se decidiram sobre a possibilidade de se licenciar, mas a maioria adianta que não deve se afastar da função. Alegando que as restrições para campanha eleitoral de rua aumentaram por parte da Justiça Eleitoral, os parlamentares afirmam que a propaganda se concentrará nos programas de rádio e televisão e não os impedirá de estarem presentes na Casa.
Por enquanto, já confirmaram que não pretendem sair os deputados Carlin Moura (PCdoB), candidato em Contagem, Getúlio Neiva (PMDB), em Teófilo Otoni, Paulo César (PDT), Nova Serrana, e Ruy Muniz (DEM), Montes Claros. Muniz chega a prever uma concentração dos trabalhos de votação nas terças e quartas-feiras, deixando o corpo-a-corpo com o eleitorado para os finais de semana. “Nossa intenção é conciliar o trabalho parlamentar com a campanha.” Carlin vê ainda mais tranqüilidade pelo fato de concorrer em Contagem, que fica ao lado de Belo Horizonte, e garante presença no Legislativo. O mesmo diz Getúlio Neiva, que considera possível a jornada dupla.
Ademir Lucas, candidato em Contagem, ainda não decidiu sobre um possível afastamento, mas acredita que, pela proximidade da cidade, não será preciso. Candidatos em cidades mais distantes, como a líder do PT, Elisa Costa (Governador Valadares), e Rosângela Reis, em Ipatinga, também estão avaliando. “Historicamente sempre trabalhamos conciliando o trabalho no parlamento e nas bases”, adiantou Elisa. Ainda no grupo dos que não resolveram sobre a licença estão Deiró Marra (PR), que concorre em Patrocínio, Doutor Rinaldo (PSB), em Divinópolis, e Tadeu Leite (PMDB), em Montes Claros. Todos dizem que, se possível, tentarão conciliar as duas atividades. A possibilidade de pedir afastamento está nas constituições Federal e Estadual, segundo as quais os parlamentares podem se licenciar, sem remuneração, por até 120 dias, por sessão legislativa para tratar de assuntos particulares.
Se o tucano Fahim tiver um mínimo de ética, ele se licencia do cargo, caso contrário……………………..com a palavra, seus defensores.
9 09UTC Julho 09UTC 2008 às 11:55 am |
Caro Klesio (ou seria Kleber?), para começar não é muito ético trocar nome na caixa de comentário, já que um tal Kleber, que diz me conhecer pessoalmente, usava coincidentemente o mesmo IP. Mas se Klesio e Kleber são irmãos ou algo parecido, releve meu comentário por favor.
Bom, mas vamos por partes: o que o ato de se licenciar ou não do cargo tem a ver com ética? Seria antiético se o Fahim deixasse de trabalhar durante a campanha. E isso devemos todos cobrar. Se você lê o blog (e eu sei que lê) sabe muito bem que não passamos cheque em branco para políticos. Mas em matéria de ética, existe um abismo entre o nosso e o seu candidato, ou tô errado?
Se o problema é abuso com o dinheiro público, lembre-se que não faz a menor diferença, já que se os deputados saem, entram outros no lugar com o mesmo salário.
E por fim, associar isso a questões éticas é ridículo. Tão ridículo, que você estaria em tese defendendo um sujeito como Leonardo Quintão, e chamando de antiética uma pessoa como a deputada Jô Moraes, capisce?
9 09UTC Julho 09UTC 2008 às 1:08 pm |
E o AA que não se licenciou e até usou o jatinho da assembléia para gravar depoimento político com a Marta Suplicy na disputa de 2000.
Na eleição de 2004 AA deixou o ministério e ocupou seu posto de deputado federal e concorreu a prefeito de uberaba.
E tem mais , quem tiver interesse em cruzar as datas dos saques no banco rural com as viagens no jatinho ministerial pode notar que possivelmente AA e josé Luis ,passageiros rotineiros, devem ter levado a propina no jatinho da FAB, parece novela do Dias Gomes, mas é a nossa triste realidade.
15 15UTC Julho 15UTC 2008 às 12:54 pm |
Espero que esta escrita encontre todos de plena paz e saude, retorno para Uberaba , na epoca de eleicoes , e espero que o povo de Uberaba tenha vergonha na cara e deixe de votar numa pessoa que é simbolo de CORRUPCAO e FALCATRUAS Uberaba esta parada no tempo por falta de uma populacao mais ativa e politicos que realmente atue em favor da cidade de Uberaba nao adianta buscar PIB desgraçando o meio ambiente temos sim que buscar uma pessoa que realmente tenha capacidade fisica e mental para ADMINISTRAR esta cidade , tanto no legislativo como no executivo ,este atual prefeito o tal Anderson Adauto foi para min foi o maior fiasco politico que Uberaba teve da mesma forma que o presidente da republica federativa do Brasil , temos que ADMINISTRAR Uberaba com amor a esta cidade e nao visando somente seus bolsos , este atual prefeito vendeu a qualidade de vida da cidade para estes malditos Usineiros que aos poucos vem consumindo nossas terras . se cana de açucar fosse esta maravilha que divulgam , entao porque nao continuaram no nordeste , agora veja a situacao do estado de pernambuco , recife estas areas todas em estado de desertificacao
este prefeito o tal Anderson Adauto impos a cana de açucar em Uberaba da mesma forma que o regime militar fazia a tempos atras
nao é desta forma que se deve ADMINISTRAR uma cidade pois o prefeito tem que ouvir a populacao
Busco ETICA e RESPEITO na politica Brasileira.
cordial abraco
CELSO PROVENZANO
15 15UTC Maio 15UTC 2009 às 7:23 pm |
Concordo plenamente contigo CELSO.
ESENCIALMENTE NESSA CIDADE É PRECISO HAVER UM POLÍTICO COM RESPEITO “HUMANO” ASSIM COMO PARA “OS ANIMAIS” E SOBRETUDO TER ÉTICA E HONRA.
espero ver um dia Uberaba no auge DE CONCORDÂNCIA E ÃNIMO a fim de se conseguir os objectivos necessários para o seu “POSITIVO” DESENVOLVIMENTO