Assembléia de MG exonera diretor suspeito em esquema com SMPB

Dizem que temos memória curta, isso é uma verdade. Estamos cansados de ouvir falar de figuras da política envolvidas em escândalos de corrupção. Tanto a Justiça que nada faz como nós cidadãos que ficamos inertes com tudo isso. Não reagimos, quando muito, ainda votamos nestes mesmos homens corruptos e safados. Até quando povão??? Quando será que iremos resgatar nossa dignidade;

Agora leiam. Será que se lembrem deste fato?. Saiba que o nego em questão faz parte desta adminsitração e ainda posa de autoridade. Sem contar que amiginho do Prefeito Anderson Adauto, esse denunciado por crime de corrupção dentre outras cositas… É de lascar!!! E o pobre, vivendo com esse salário miséria… Reage galera!!!!!!!!!!!

THIAGO GUIMARÃES
da Agência Folha

Suspeito de envolvimento em suposto esquema de propina montado pela agência publicitária SMPB Comunicação na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, o economista João Franco Filho foi exonerado nesta semana do cargo de diretor-geral da Casa, que ocupava desde 2001.

Segundo a assessoria de comunicação da Assembléia, foi Franco Filho quem pediu sua exoneração. O economista está sob investigação da Promotoria de Defesa do Patrimônio Público do Ministério Público Estadual.

Para a Promotoria, há “sérios indícios” de que Franco Filho enriqueceu ilicitamente durante sua gestão. Seu patrimônio –que inclui fazendas no Triângulo Mineiro e carros de luxo– seria incompatível com a renda.

Em agosto, a Folha revelou que o Ministério Público mineiro investiga um suposto esquema de propina montado na Assembléia Legislativa entre 2001 e 2002 para direcionamento da concorrência vencida pela SMPB Comunicação, uma das agências de publicidade das quais o empresário Marcos Valério, envolvido no escândalo do “mensalão”, era sócio.

Em depoimento no dia 18 de julho, um ex-funcionário da SMPB disse que esteve em uma reunião em maio de 2002 na Assembléia, com a participação de Franco Filho, na qual negociou-se a propina a ser rateada entre os “administradores da Assembléia”.

A SMPB Comunicação atendia a conta da Assembléia desde maio de 2002 –um contrato de R$ 10 milhões anuais. O contrato foi suspenso em julho, após recomendação da Promotoria.

Depois do depoimento do ex-funcionário da SMPB, o Ministério Público decidiu abrir um inquérito apenas para investigar Franco Filho. No dia 2 de setembro, o motorista que trabalhava para Franco Filho na Assembléia, Péricles Luiz Ferreira, depôs à Promotoria e afirmou ter buscado uma “encomenda” na SMPB por ordem de seu chefe.

No depoimento, ao qual a reportagem teve acesso, Ferreira disse que o fato ocorreu há cerca de dois anos. Afirmou que se identificou na portaria da SMPB como o funcionário da Assembléia Legislativa que havia ido “buscar a encomenda por ordem da diretoria da Assembléia”. Disse ainda desconhecer o conteúdo do pacote e que o entregou para Franco Filho ou para a secretária do ex-diretor.

Outro motorista da Assembléia que acompanhou Ferreira até a SMPB também foi ouvido pela Promotoria. Também disse que não viu o que havia no pacote, mas que ele e Ferreira comentaram que o conteúdo da encomenda “resolveria a vida” deles.

O motorista afirmou ainda em depoimento que viajou várias vezes para Perdizes (MG), por ordem do diretor-geral, em carros alugados pela Assembléia. Disse que, em uma dessas ocasiões, há “dois ou três anos”, recebeu ordens para fazer um pagamento de R$ 200 mil em espécie na cidade –dinheiro entregue em um pacote por Franco Filho.

Franco Filho foi o primeiro diretor-geral da Assembléia que não era servidor de carreira da Casa. Entrou em 1999 como assessor executivo de planejamento e controle, por indicação do então presidente da Casa e atual prefeito de Uberaba (MG), Anderson Adauto (PL). Adauto confirmou ter recebido R$ 410 mil do “valerioduto” por meio do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

Outro lado

A reportagem tentou localizar João Franco Filho em sua casa durante toda a tarde de ontem, mas ninguém atendeu aos telefonemas. Na Assembléia Legislativa de Minas não havia expediente.

Em agosto, Franco Filho negou à Folha a denúncia do ex-funcionário da SMPB sobre a existência de um esquema de propina na Assembléia para favorecer a agência de publicidade.

Franco Filho foi procurado pela Folha em setembro, para comentar o depoimento de seu motorista. Por meio da assessoria de comunicação da Assembléia, afirmou “não se lembrar” de ter pedido a ele que buscasse uma encomenda na SMPB, mas que também “não descartava” essa possibilidade.

Segundo Franco Filho, como diretor-geral ele tinha relacionamento com as agências de publicidade que atendem a Assembléia. Ele confirmou o pedido de pagamento em Perdizes (MG) –mas de R$ 25 mil– para “negócios privados” seus.

Sobre o uso de carros, combustível e diárias do motorista às custas da Assembléia para tarefas pessoais, Franco Filho disse que há na Casa uma “política de o diretor-geral ter direito a um carro e motorista à disposição em tempo integral”.

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